Espaço para refletir, pensar juntos, elaborar e re-elaborar assuntos que permeiam a Psicologia e seu vasto universo!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
FILTRAR...
Filtro...
Você já parou
pra pensar na função do filtro?
Filtrar a água...
Passar o café pelo filtro...
Os rins filtram o sangue...
Pra que serve o filtro?
Por que filtramos a água? Para tirar as impurezas? O mesmo faz os rins com o sangue.
E o filtro solar? Seleciona o tipo de raio que nossa pele
absorve.
E o que fica no filtro?
As ‘sujeirinhas’ da água...
A borra do café...
O que não é mais necessário...
O filtro seleciona...Separa...
"Separa o joio do trigo."
Deixar passar só o que é importante, retirar as impurezas
e ficar só com o que se precisa. Será que estamos sabendo usar nosso
filtro? Ou melhor, será que todos
temos? Acredito que ele não seja um item
de fábrica. Nós acoplamos o filtro a nós a medida que nos inserimos no
social. Pois o que seria do mundo se
fossemos somente ‘instinto’, falo e faço tudo o que vem a mente. Habitamos um
social onde nem toda a verdade deve ser dita, até por que elas mudam a todo
instante.
Nem tudo o que se pensa precisa ser dito- filtro
entre o cérebro e a boca.
Nem tudo que se sente precisa ser falado- filtro
entre o coração e a boca.
Não estou fazendo apologia ao ‘engolir sapos’, de
forma alguma. Só considero que ‘cuspir cobras e lagartos’ também não seja a
forma ideal de expressão. Em nossa sociedade “pá-pum” “tomou-levou”, “toma lá
dá cá”, as reações instintivas estão cada vez mais imediatas. Ações e reações não
estão sendo pensadas. A impulsividade toma conta. E aí que encontramos um
problema no filtro.
A liberdade de expressão e o direito de resposta
estão aí, uma grande conquista social moderna.
Mas será que estamos respeitando os limites dessa liberdade? Será que não está na hora de renovar nosso
filtro e rever nossos valores como: respeito ao outro e a diferença, prudência,
empatia (colocar-se no lugar do outro)?
E como lidar com tanta mágoa? A palavra mal colocada,
dita impulsivamente, com pressa, sem pensar pode causar danos irreparáveis a
qualquer ser humano.
Eis o grande desafio da vida: aprender a filtrar.
Saber a hora de falar e a hora de calar. E quando falar, falar da melhor forma.
Identificar o que pode causar mal a nós e aos outros. Ter sensibilidade e
consciência para dizer o que deve e pode ser dito.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
A IMPORTÂNCIA DOS SONHOS PARA A PSICOLOGIA
Foi no século 19 que os estudos dos
sonhos se iniciaram com um caráter mais cientifico. Nessa época, Freud (médico
judeu austríaco, pai da psicanálise) afirmou que os sonhos teriam algum
significado e poderiam ser interpretados. Para, ele os sonhos satisfaziam
nossos desejos reprimidos, socialmente inaceitáveis (principalmente sexuais)
e/ou significava a necessidade de descarga de impulsos, objetivando o
equilíbrio emocional.
Já Jung (psiquiatra suíço, pai da
psicologia junguiana ou analítica, ex discípulo de Freud por justamente
discordar de algumas idéias dele) acreditava que o sonho é ‘COISA VIVA’ é
aquilo que ‘ele é’, sem disfarces. Representação espontânea do inconsciente, MANIFESTAÇÃO
DA NATUREZA EMOCIONAL EM LINGUAGEM SIMBÓLICA. Jung não descartava a hipótese de
que o sonho revelasse algum desejo secreto não aceito moralmente, mas que
também ela poderia ter outras infinitas interpretações. Segundo ele, os sonhos
podem ser feitos de verdade inelutáveis, restos diurnos, ilusões, fantasias,
sentenças filosóficas, antecipações, visões telepáticas e muitas outras coisas.
Dessa forma, o sonhador adquire os mais variados papeis dentro da cena do
sonho, de espectador a ator. Isto quer dizer que TODAS AS PERSONAGENS DO SONHO
REPRESENTAM ASPECTOS EMOCIONAIS PERSONIFICADOS DO SONHADOR (o sonho é do
sonhador, e os personagens são ele, em diferentes posições psíquicas).
Descobrir os significados dos símbolos
oníricos (dos sonhos) está longe de recorrer àqueles livros de definição de
símbolos que encontramos nas bancas de jornal.
Jung era totalmente contra a interpretação mecânica dos sonhos, pois:
o
O símbolo
geralmente tem mais de um significado
o
E o significado
de cada símbolo está muito atrelado a história de vida de cada pessoa (o trem
pode ter um significado positivo para uma pessoa e negativo para outra)..
Jung tratava os sonhos como COMUNICAÇÕES
CONTÍNUAS DO INCONSCIENTE, por isso é importante não sermos reducionistas nas
interpretações. Sonhar com cobra nem sempre quer dizer que você será traído
(como sugere os dicionários de símbolos encontrados nas bancas). A
interpretação dos sonhos deve estar sempre associada à história do sujeito e as
suas associações livres feitas em psicoterapia.
Em suas experiências clínicas, Jung
observou que os sonhos serviam de ferramenta para a busca do EQUILÍBRIO da
psique (alma), desempenhando um papel COMPENSATÓRIO. Para ele, o sonho seria uma reação de defesa
(assim como a febre é para infecção no corpo físico) com o objetivo regular/equilibrar as energias
entre o consciente e o inconsciente.
A linguagem do sonho é complexa e jamais
monótona, muita atenção quando se dispuser a interpretá-lo. Apesar de a
interpretação do sonhador ser a principal, existem no sonho ricos elementos em
múltiplos sentidos. Estes elementos
podem advir do seu inconsciente pessoal e também do inconsciente coletivo, inconsciente
que banha todos nós no seu reino das imagens arquetípicas (imagens- primordiais
e universais- comuns a todos os seres humanos, estruturas inatas incrustadas no inconsciente coletivo que
servem de matriz para a expressão e desenvolvimento da psique).
Para
entender melhor o INCONSCIENTE COLETIVO, anexo abaixo o MITO DO CENTÉSIMO
MACACO:
O Centésimo Macaco é o nome de um
novo mito. Trata-se de história que apareceu, é repetida e serviu de tema
literário apenas nos últimos vinte anos. Tem origem muito recente e, no
entanto, como os mitos gregos a respeito da Guerra de Tróia, não está claro onde
terminam os fatos e começam as metáforas. A história se baseia em observações
científicas sobre colônias de macacos no Japão. A versão mais amplamente
difundida escreveu-a por Ken Keyes Jr., que apresento a seguir em forma
condensada e parafraseada.
Ao longo da costa do Japão, os cientistas
estudam colônias de macacos habitantes de ilhas isoladas, há mais de trinta
anos. Para poder manter o registro dos
macacos, eles colocavam batatas doces na praia, para que os animas as comessem.
Os macacos saíam das árvores para
pegar as batatas e, assim, expunham-se a ser observados com total visibilidade.
Um dia, uma macaca de 18 meses chamada Imo começou a lavar a sua batata no mar,
antes de comê-la. Podemos imaginar que seu sabor tornava-se assim mais
agradável, pois o tubérculo estava livre da areia e do cascalho e, talvez,
ligeiramente salgada.
Imo mostrou aos outros macacos de
sua idade e à sua mãe como fazer aquilo; os animais jovens mostraram às
próprias mães e, aos poucos, mais e mais macacos passaram a lavar as batatas em
vez de comê-las com areia e tudo.
No princípio, só os adultos que tinham
imitado seus filhos aprenderam o jeito novo; gradualmente, outros também
adotaram o novo procedimento. Um dia, os observadores perceberam que todos os
macacos de determinada ilha lavavam suas batatas doces.
Embora isso fosse significativo, o
que foi ainda mais fascinante de registrar foi que, quando essa mudança
aconteceu, o comportamento dos animais nas outras ilhas também mudou: todos
eles agora lavavam suas batatas, e isso apesar do fato de que as colônias de
macacos das outras ilhas não tinham tido contato direto com a primeira.
Fonte do Mito: http://www.vivenciaemcura.com.br/conteudoscomplementares/o100macaco.htm
Leitura de apoio:
Revista Psicanálise
Os arquétipos e o inconsciente coletivo- Jung
Fonte das Imagens:
http://boy-feelings.tumblr.com/post/6182069314/gosto-de-dormir-porque-dormir-me-faz-sonhar-e
http://ielementum.blogspot.com.br/2012/07/o-centesimo-macaco.html
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
COACHING X ZONA DE CONFORTO
Estamos
quase no fim do mês de janeiro de 2013... Ainda estão bem VIVOS os pedidos,
desejo, objetivos e metas que traçou para alcançar este ano? Se permitirmos,
com o tempo, apagamos (ou tornamos menos
forte) o fogo de nossos desejos, pois nos acomodamos, desfocamos das
prioridades e quem ainda não visitou a tal da ‘zona de conforto’ que atire a
primeira pedra.
Vivemos
em uma sociedade onde o comodismo e a comodidade advinda das tecnologias
imperam. Lá onde tudo é automático, rotineiro e as coisas não acontecem, lá é a
zona de conforto. Lá o ESFORÇO é visto com maus olhos, quase sinônimo de
castigo. Enfrentar o desconhecido, a luta, o incomodo, o sofrimento, a
motivação e o suor fazem parte de outra
zona: A ZONA DE APRENDIZAGEM. Quando aprendemos, suor tem gosto de sucesso. O
valor que damos as coisas está atrelado ao esforço que tivemos para
conquistá-las. Por isso, para ir de encontro ao seu objetivo é preciso acionar
o botãozinho que existe aí, em algum lugar em você, que leva o nome de TBC
segundo meu professor de Coaching Ronald Pantin (tradução: Tirar a Bunda da
Cadeira).
Com
certeza você tem desejos, sonhos e objetivos, certo? Sabe o caminho que deve
seguir para alcançá-los? O caminho a ser seguido quase sempre parte de uma
lógica: quero minha casa própria, tenho que economizar e fazer um planejamento
financeiro. Mas, se é tão lógico assim, qual é a razão de haver tanta
insatisfação e frustração no que se trata ao alcance do objetivo?
Você
concorda que a principal razão da infelicidade ou é ausência do ‘desejar’ ou é
não alcançar o que se deseja? Desenvolver liderança, emagrecer, empreender uma
grande mudança na vida, um namorado (a), um carro, recolocação na carreira, evolução
espiritual, o que lhe impede de alcançar o que deseja?
. Entre
um ponto (A- estado em que você se encontra atualmente) e outro (B- estado
desejado) há um caminho a percorrer. Caminhar exige movimento e ação. E para
não se perder, o FOCO se torna ferramenta essencial. E é nessa lógica que o Coaching
atua. Coaching é um processo sendo o Coach o profissional facilitador de processos de mudanças.Coach é
uma palavra inglesa de origem húngara (kocsi). Kocsi é uma cidade húngura que
no século XV começou a produzir
carruagens que se tornaram cobiçadas pelo seu conforto. Levando em conta
o simbolismo da palavra, Coach
é o profissional que conduz o processo de Coaching (assim como a carruagem- que
leva pessoas de um ponto a outro) onde a principal finalidade é auxiliar as
pessoas a atingirem seus objetivos (pessoais ou profissionais) com auxílio de
ferramentas específicas sempre partindo do pressuposto de que FOCO + AÇÃO=
RESULTADO.
O fato
é: Será que realmente você sabe o que tem que fazer para alcançar estado
desejado ? E se realmente tem essa clareza, o que lhe impede de chegar até lá (ponto B)? Talvez a resposta para pergunta esteja na
seguinte filosofia de Lao Tse (filósofo e alquimista chinês): Saber e não fazer
é ainda não saber!
Há uma
grande probabilidade de que o que esteja faltando seja o FAZER, ou seja, a AÇÃO. O Coaching é
conhecido com um processo de desenvolvimento pessoal (life coaching) ou
profissional (executive coaching) que se embasa em ferramentas especificas onde
os questionamentos, indagações, perguntas ocupam o carro chefe, pois são
através delas que ‘aprendemos a aprender’, ou seja, nos tornamos conscientes de
nossa força potencial e de nossos pontos a desenvolver que alimentam nossos
impedimentos. Parte do pressuposto de que o foco não nos leva a lugar algum se
não tivermos ação.
Sim,
nesse caminho há obstáculos. A maior parte deles foi a mente humana que criou.
Medo, sensação de incapacidade, de não merecer, de não conseguir são grandes
obstáculos para se atingir o que se está desejando, pois estes sentimento
alteram nosso FOCO, logo enfraquece nossa AÇÃO. Algumas ações simples tornam-se
grandes desafios, por que alimentamos nossos monstros. O PODER está em suas mãos. Viver no automático
faz com que percamos o real objetivo de estarmos aqui. Por isso, acorde e TBC!
** Se
você deseja saber mais sobre o Coaching, fique atento. Pois a CDL Cruz Alta
está estruturando uma programação super legal que tem como foco principal o
Coaching na Prática! Será em abril de 2013. Maiores informações: 55 3322 6184
O
próximo post será continuação deste! AGUARDE!
IMAGEMS> http://lidinations.blogspot.com.br/2010/10/saia-da-zona-de-conforto.html
http://www.comediaoteca.com/2012/10/zona-de-conforto.html
domingo, 16 de setembro de 2012
AS DUAS PRIMEIRAS FASES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: ORAL E ANAL
OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA... de uma pessoa são
decisivos para a constituição de sua futura personalidade. Neste período são
delineadas as principais características psíquicas, a partir da relação da
criança com os pais, pessoas próximas, objetos e meio ambiente. A qualidade das
relações entre pais e filhos exerce uma influência determinante na formação
psicológica destes. A partir dos primeiros meses de vida, os pais e
responsáveis pela criação e educação das crianças devem dedicar toda a atenção
ao desenvolvimento de sua auto-estima. O que se
faz nos primeiros anos de vida do filho é fundamental para que ele seja uma
pessoa produtiva, capaz de crescer na vida.
Mas, frente esta grande responsabilidade, NÃO existe manual
de instruções. Apesar de muitos estudiosos tentarem enquadrar em fases o
desenvolvimento da criança, é importante salientar que cada criança é única e
tem seu ‘evoluir’ individual, singular e no seu tempo, levando em conta a
PRECOCIDADE do mundo moderno. Por isso, é normal os pais se sentirem perdidos
em alguma fase de vida do seu filho, por que o ‘como proceder’ não está escrito
em nenhum lugar.
EDUCAR dá trabalho, é
difícil e é um processo que se dá por meio da REPETIÇÃO, por isso também é
cansativo para os pais, gerando culpa e sofrimentos. O importante é não
esmorecer!
A psicologia, a ciência do comportamento, é aliada no
processo de evolução emocional da criança, por isso estuda o normal e o
patológico em cada fase de vida. Serão apresentadas abaixo algumas características
condizentes a fase que seu filho(a) está, para que possa observar como está o
comportamento dele (a) e avaliar a sua
CONDUTA enquanto MÃE e PAI.
FASE ORAL (de 0 a 2 anos)
J
O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de alimentar
proporciona satisfação ao bebê.
J
Ansiedade da separação: a criança ainda está misturada com a mãe, por
isso a separação se dá de forma difícil.
J
A criança leva tudo a boca: mãos, bocas, objetos numa tentativa de
‘experimentar o mundo’ inclusive pessoas.
J
É o corpo que fala.
J
Mordida: forma prazerosa de se expressar com o mundo,
de se descobrir dentro dele. Acontece em situações de disputa e conflito, por não conseguir
administrar seus sentimentos.
J
Pais devem incentivar a linguagem verbal _ dar nome ao
sentimento. Sempre indagar procurando
não responder pela criança.
FASE ANAL (de 2 a 4 anos)
J
Controle dos esfíncteres. Controla as fezes que sai do seu interior e a
utiliza como presente ou agressão aos pais. Excessiva solicitação=supervalorização
das fezes; Retenção= Pedido de atenção, Evacuação= Presente para mãe ansiosa.
J
O EU desconecta do OUTRO (diferenciação).
J
O pensamento abstrato e o pensamento lógico não estão formados ainda.
J
Pensamento egocêntrico “MEU” (falta empatia).
J
A criança começa a reconhecer o OUTRO, ou seja, já reconhece os
sentimentos e os comportamentos dos pais.
J
Brinca de situações reais (cozinhar, vestir roupas da mãe, imita o
médico, etc), como uma forma de fazer parte do mundo dos adultos.
J
Grande imaginação criativa (monstros, heróis, extraterrestres)
J
Mordidas, tapas e puxões de cabelo, uma forma de manifestação do que
ainda não consegue expressar verbalmente.
J
Ápice da curiosidade infantil (3,4 anos), dos muitos questionamentos e
das pesquisas infantis (anatomia sexual, origem dos bebes, etc). Abordar franca
e realisticamente, comportando-se com naturalidade frente a perguntas, sem
sufocar a criança com informações desnecessárias.
J
Comportamento aprendido “Se eu...”
CARACTERÍSTICAS COMUNS AS DUAS FASES:
J
BIRRA: Testar limites. O mau comportamento sempre tem uma função.
Reação a um incômodo ou frustração. É importante ser firme. Não valorizar a
crise. Só depois que passar conversar, e se necessário, usar uma medida
disciplinante.
J
CASTIGO: Cadeirinha do pensamento. Bater só em última instância.
J
LIMITES: o NÃO é estruturante.
J
Eu não quero (não-não
pode) = raiva= culpa do pais =perseverar ou cede.
J
Não fique com vergonha das pessoas que assistem a crise do seu filho,
permaneça com postura séria.
J
CEDER: O “deixa pra lá” ensina a desobedecer! Falta de tempo= ceder é
cômodo
J
Se a birra for freqüente, muito agressiva e sem motivo identificável,
busque ajuda com um profissional.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
ALBERT EINSTEIN- Começou a falar tarde, tinha raciocínio lento, baixo rendimento escolar, detestava ter que decorar matérias, sendo alfabetizado somente aos 9 anos. Era intuitivo e visionário. Mais tarde, utilizando-se do hiperfoco (característica do hiperativo de se desligar do restante e se focar somente em uma coisa) criou a teoria da relatividade. Relacionando estes sintomas pode-se pressupor que essa grande personalidade tinha TDAH. Veja a seguir informações que podem esclarecer suas dúvidas e auxiliar no diagnóstico.
Na escola...
Dificuldade de adaptação
Dificuldade de finalizar uma tarefa
Não acompanha o ritmo da turma
Vive no ‘mundo da lua’.
Conversa e mexe-se o tempo todo
Não consegue permanecer sentado
durante a aula
Atrapalha colegas e professores
Baixo rendimento
Em casa...
Não respeita a rotina estabelecida
Não dorme tranquilamente
No social, não sabe se comportar
Se você conseguiu encaixar seu filho (ou
você mesmo) na maioria desses sintomas, há a probabilidade dele estar
desenvolvendo o Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH).
Esse transtorno se estrutura em três
sintomas-base:
- Déficit de Atenção:caracterizada pela dificuldade de se concentrar e manter a atenção por longos períodos de tempo
- Hiperatividade: que mantém a pessoa agitada
- Impulsividade: que leva a pessoa a tomar atitudes sem pensar previamente, sem fazer um análise das vantagens ou desvantagens do seus atos ou fala.
Esse
transtorno tem início precoce, geralmente os sintomas se apresentam antes dos
sete anos, e são notáveis na maioria dos ambientes como lar, escola e
comunidade. 50% ou mais das crianças com TDAH continuarão a apresentar
sintomatologia significativa na adolescência e idade adulta. A criança com esse
transtorno tem um risco acima da média de apresentarem problemas educacionais,
comportamentais e sócio-emocionais.
DIAGNÓSTICO
Geralmente o diagnóstico do TDAH acontece
primeiramente em casa, com pais e familiares ou na escola, com educadores, onde
percebem a diferença de comportamento quando comparado com seus pares. É
importante salientar que muitos pais interpretam o comportamento da criança
como desobediente ou desinteressado, mas na realidade ele está demonstrando os
sintomas do transtorno. Mas para que se efetive e tenha base cientificas é
necessário que a criança passe por uma avaliação neurológica e psicológica.
É muito fácil confundir os sintomas do transtorno a
uma fase da infância, pré adolescência, ou uma necessidade de chamar atenção,
essas questões dificultam o diagnóstico e o encaminhamento para o tratamento,
fazendo os pais e a criança sofrerem mais ainda.
CAUSAS
Pode-se
dizer que a causa do TDAH é multifatorial. Pesquisas apontam que uma das
possíveis causas é a falta de substâncias químicas no cérebro chamadas
neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informações
entre os neurônios, responsáveis pelo controle motor e pelo poder de
concentração.
Se cogita também a influencia genética, por isso se
torna importante pesquisar na família se há mais alguém com esses sintomas e
relacionados a ansiedade.
Os fatores ambientais e psicológicos também podem ser
implicativos da doença, ou seja, rotina familiar desorganizada e indisciplinada
pode contribuir para potencializar sintomas.
CONSEQUÊNCIAS
A hiperatividade pode trazer problemas de
relacionamento com seus pares que o excluem das atividades e contribuem para
baixa auto-estima. Alguns pesquisadores atribuem ao transtorno como sendo uma
doença do cérebro imaturo. Com o passar dos anos, com o tratamento correto e
autocontrole é possível que tanto cérebro quanto o psíquico amadureça.
TRATAMENTO
Se você identificou os sintomas mencionados nesse
artigo em seu filho, pessoa próxima ou em você mesmo (mesmo sendo já adulto),
busque profissionais capacitados para que o diagnóstico corretos seja feito. As
especialidades que irão poder lhe ajudar são:
q
Neuropediatra ou neurologista
q
Psicóloga
q
Psiquiatra
q
Psicopedagoga (caso haja prejuízos na
aprendizagem)
Na maioria dos casos, a combinação dessas áreas em um
tratamento interdisciplinar dá efeitos positivos na melhora da concentração e
controle da hiperatividade. Mas, não existe uma fórmula mágica para todos os
casos. Cada caso é um caso e a melhora dependerá também da força de vontade do
paciente. Com freqüência é receitado medicamentos para a melhora da concentração
(a famosa Ritalina é uma das mais usadas), é de suma importância que somente
tome com indicação do psiquiatra ou neurologista.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Comendo EMOÇÕES: Compulsão Alimentar
“Enrolei em papel higiênico muitos papeis de
bombons que comi muito rápido e escondida, fui cuidadosa em não deixar nenhuma
pontinha aparecer. Como se eu estivesse cometendo um grande crime, importante era
esconder as provas.
A sensação durante o tempo que como o chocolate é
de anestesia. Mas, o alívio que sinto de ninguém saber que cometi esse crime
contrasta com a com a culpa, pois logo depois que comi todos aqueles bombons
vem a consciência de meu total descontrole. Aí fico me questionando:
De quem estou escondendo meu descontrole?
Por que tenho necessidade de comer tanto?
Cometi realmente um crime? Contra quem?”
Para pessoas ditas compulsivas o diálogo
interno acima relatado gera um mal-estar emocional profundo. Trata-se de um
transtorno: o transtorno compulsivo alimentar periódico(TCAP) ou compulsão
alimentar.
Esse transtorno (TCAP) é uma nova
categoria diagnóstica de transtorno alimentar, descrita no Apêndice B do DSM IV
(Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais) entre as categorias
em fase de pesquisa.
A compulsão alimentar é caracterizada
por um descontrole alimentar no qual há
uma ingesta pesada e desenfreada de alimentos ( na maior parte dos casos hipercalóricos)
em curto espaço de tempo. O TAZ, personagem de desenho infantil, demonstra muito bem esse comportamento alimentar.
Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa
Silva, autora do livro “Mentes insaciáveis” para que a compulsão
(TCAP_Transtorno Compulsivo Alimentar Periódico) seja devidamente diagnosticado
deve-se levar em conta a freqüência dos
episódios que deve ser de no mínimo duas vezes por semana durante seis meses, a
quantidade caloria ingerida deve ser
alta e o sentimento de descontrole
deve se fazer presente.
Sim, pessoas compulsivas se preocupam
com seu modo descontrolado de se alimentar, sentindo até ESTRANHEZA frente ao
comportamento. Perguntam-se: Por que estou fazendo isso? Por que estou comendo
tanto? Mas não conseguem parar de
fazer.
Apesar de sua origem ser multifatorial
(genética, familiar, sociocultural e psicológica) a compulsão está muito mais
relacionada com emocional, ou seja, com o funcionamento psíquico da pessoa. As
emoções mobilizam o ato compulsivo e vice-versa. O sintoma (comer compulsivo)
acaba gerando um ciclo vicioso descontrole-culpa-descontrole, ou seja,
comer-tristeza-comer.
PERFIL DO COMPULSIVO ALIMENTAR
q
Apresentam
grande dificuldade de lidar com suas emoções, por isso a importância do
autoconhecimento.
q
Muitas vezes,
apresentam dificuldade de demonstrar o sentimento e externar as emoções.
q
Tem pouca
tolerância com frustrações e decepções (“desmoronam emocionalmente” com muita
facilidade).
q
São extremistas:
O funcionamento ou 8 ou 80 da pessoa com TCAP facilita muito a compulsão, pois
se pensa assim: se ao comer 4 bolachinhas recheadas o controle já foi perdido,
então vou comer todo pacote_perdido, perdido e meio.
q
Culpa e
autocondenação se faz muito presente na vida do compulsivo.
q
Obesos
apresentam o transtorno com mais freqüência (o que não exclui o fato de um
’magro’ poder ser compulsivo) o que dificulta o tratamento para a perda de
peso. Indivíduos obesos com este diagnóstico diferenciam-se de obesos sem
transtorno alimentar por apresentarem obesidade mais precoce e freqüentes
oscilações de peso.
q
Compulsivos
apresentam como comorbidade a depressão e a ansiedade. Estudos estão associando
a compulsão com baixa produção de seretonina (substancia do bem-estar).
TRATAMENTO
q
No tratamento
psicológico é de grande importância investigar os sentimentos e crenças do
paciente que estão associados com seu comportamento alimentar.
q
Na pratica
clinica, o conceito de melhora dos episódios compulsivos não tem a perda de
peso como critério principal.
q
Em psicoterapia
devem ser trabalhados os sentimentos de vergonha, inferioridade e baixa auto estima que geralmente
acompanham o compulsivo.
q
No tratamento
nutricional devem-se manter expectativas realistas com relação ao peso (metas)
e formato do corpo.
q
Em casa deve-se
reduzir a exposição de alimentos que tenham simbolismo de ‘tentação’ para o
compulsivo.
q
Por estar
relacionada com a ansiedade e/ou depressão (baixa produção de seretonina), é
indicado a prática de exercícios físicos e também, dependendo do caso, a
inserção de antidepressivos ou ansiolíticos.
q
ATENÇÃO: O
tratamento para o TCAP deve ter como base a interdisciplinaridade, ou seja, é
de suma importância que se busque ajuda na psicologia, nutrição, medicina e na
educação física.
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