terça-feira, 5 de janeiro de 2016

DESAPRENDEMOS A CATIVAR: LIÇÕES DA RAPOSA

Assim como o Pequeno Príncipe, nós também visitamos vários diferentes mundos a procura de algo que dê sentido a nossa vida. E qual o sentido, se não CATIVAR?
Cativar, do dicionário, é criar laços, impressionar/ conquistar alguém com seu caráter ou jeito de ser, agir ou falar, granjear a estima ou simpatia de alguém, atrair, encantar, seduzir e enamorar-se.

- Me cative, por favor!
- Como faço isso?- Indagou o Príncipe
- É preciso ter paciência- disse a Raposa.
Nesse diálogo a Raposa deixa claro que cativar alguém não é um processo fácil, lógico e racional. A raposa pediu ao príncipe se aproximar aos poucos, um pouco a cada dia e sempre vir vê-la na mesma hora.  Demonstrando a mágica e a necessidade da espera, se vier as quatro horas, as três começarei a ser feliz. É preciso que exista um RITUAL.  Para cativar é preciso que exista um ritual.
Na cultura do imediatismo, da ansiedade e da banalização do amor, os rituais estão cada vez mais frágeis ou extintos e , assim,  desaprendemos a CATIVAR. Sim, nossa sociedade está carente de rituais, pois se deseja TUDO muito RÁPIDO. Quem arruma a mesa e senta para tomar café da manhã? Isto é um ritual simples, mas não menos importante.
Pare e reflita: Nos seus relacionamentos, você é paciente o suficiente para fazer  rituais?
Quando se fala em rituais logo imaginamos uma tribo indígena com seu xamã em alguma cerimonia. Mas os rituais são parte essencial da nossa vida. São hábitos de vida relativamente estruturados e repetitivos, através dos quais as pessoas envolvidas se comunicam aos níveis manifesto, simbólico e até inconsciente. Os rituais representam o que não conseguimos exprimir por  palavras, ou o significado  vai além/ extrapola as palavras.
O pequeno príncipe cativou a Raposa com paciência e rituais. Mas chegou a hora de ele ir embora, desbravar outros planetas. Ah, eu vou chorar! _ disse a Raposa. Sim, quando perdemos ou nos distanciamos do que cativamos com tanto zelo , sofremos.
Mas nesse momento a Raposa diz a célebre frase do escritor Saint-Exupéry:
 A GENTE SÓ VÊ BEM COM O CORAÇÃO.
O ESSENCIAL É INVISIVEL PARA OS OLHOS!
É O TEMPO QUE DEDICA A PESSOA QUE VOCÊ CATIVA QUE A FAZ TÃO IMPORTANTE. 
VOCÊ SE TORNA ETERNAMENTE RESPONSÁVEL PELO QUE CATIVOU!
Que consigamos aprender com a Raposa, e reavivar os Rituais em nossa vida e em nossos relacionamentos!


terça-feira, 1 de abril de 2014

As Mulheres e 'O Chocolate'

Comi uma barra de chocolate inteira sem perceber...
Entre um sanduiche e uma barra de chocolate, escolhi a barra..
Comi seis bombons e tomei dois comprimidos de rivotril e dormi...
Hoje troquei o almoço por uma caixa de bombom...
Não consegui dormir, fui até a cozinha e fiz brigadeiro...
Cheguei da reunião e devorei todo o ovo de pascoa do meu filho...
Eu escondo chocolates no meu quarto, daí posso comer sem minha mãe ver...
Quando estou nervosa a minha fome não é de comida, é de chocolate...
Eu precisava tanto de chocolate, que misturei água com nescau...
Foi ouvindo essas frases repetidas vezes de diferentes paciente (e muitas vezes sentindo as mesmas vontades), que desde o inicio da minha atuação como psicóloga observei que o chocolate passa a adquirir um caráter de SÍMBOLO no processo terapêutico das  mulheres.
A verdade é que a mulher e o chocolate tem uma intima relação, mas não necessariamente são amigos.  Por que não podemos considerar um amigo quem lhe dá alivio no momento de aperto, mas depois te culpa por ter agido errado. Concordam?
Mas então, o que o chocolate representa na vida da maioria (sim, há as que não gostam de chocolate) das mulheres ?
Para nós, psicólogos, a primeira associação que nos ocorre é com o alimento primeiro, o leite materno que vem junto com o seio da mãe. Ou seja, queremos nos transferir para aquela sensação de aconchego que a mãe proporcionava juntamente com o seu seio que preenchia o nosso vazio (Boca) e. Está aí uma das funções do chocolate: Preencher um vazio, um buraco, uma carência, uma falta. Inclusive, há pesquisas na psicologia que associam a busca por alimentos doces com a necessidade de carinho, de olhar, de compreensão...
É importante também levar em conta que essa relação com a doçura tem a ver com o histórico familiar e o meio em que cresceu. Se, desde criança, você foi consolada com uma balinha, um pirulito, um chocolate ou a comida era demonstração do carinho da sua mãe você tem mais propensão de buscar o alimento como alivio para dores emocionais, pois a sua alma registrou esta associação: o médico dá uma bala pra você parar de chorar, a mãe faz nega maluca por que você brigou com o namorado....

Para algumas mulheres o chocolate causa uma sensação de anestesia, para outras ele é símbolo de ‘colocar uma pedra encima do problema’, ou seja, engole as emoções e coloca por cima o chocolate para ter a (falsa) sensação de alivio da solução. E, realmente, o chocolate tem algumas propriedades benéficas ao organismo, mas está longe de ser mágico, que tem o poder de solucionar sua crise existencial.
As mensagens  expostas nas redes sociais ilustram e confessam a nossa  necessidade da doçura para aplacar nossas dores na vida emocional , como por exemplo: “Fui atrás da felicidade e voltei com uma panela de brigadeiro”. Isso quer dizer que ela não encontrou o que procurava (felicidade), se frustrou e foi direto para algo que aliviasse sua dor e a consolasse momentaneamente. Por isso que nossa amizade com o chocolate tem ressalvas, pois o (falso) alivio que ele dá vem junto uma enorme culpa por que logo percebemos que comer chocolate não solucionou  nada e, em algumas situações, o problema aumentou de tamanho.
Resumindo, com a boca preenchida, não há choro. E como nossa sociedade moderna não lida bem com choro, tristeza, fraqueza, ou não sabe interpretar é muito mais cômodo achar uma tampa para esse buraco negro! Deixo claro que estamos falando de chocolate, mas a tampa pode ser várias coisas: álcool, drogas, cigarro, jogo, compras...
Como somos seres singulares, é claro que, dependendo da fase de vida emocional da mulher, o chocolate adquiri diferentes significados. É importante você investigar aí com seus botões o que ele representa para você!

O que fazer então? Somente quando estivermos sintonizadas em nós mesmas e na nossa vida interior é que conseguiremos separar o que é uma dependência que me prejudica  ou um prazer que me satisfaz. Acredito que só o autoconhecimento, através da psicoterapia, pode fazer do chocolate um mero chocolate. A psicoterapia busca desenvolver um amor e respeito por seu Eu inteiro, a ponto de você aprender a cuidar do seu bom e do seu ruim. Sabendo que o ruim faz parte da vida e que ficar triste e saudável. A tristeza pede que você se pegue no colo e não chocolate! Amar cura todo tipo de amargura!


Imagens coletadas no Facebook. 









quarta-feira, 26 de março de 2014

Você sabe o que é 'ONIOMANIA'?

Transtorno que acomete 3% da população brasileira (em sua maioria, mulheres) e se caracteriza pela compra compulsiva feita meramente pelo prazer e/ou alivio que ato proporciona.
Nesse sentido, considera-se consumidor/comprador compulsivo quem for incapaz de controlar o DESEJO de comprar e quando os gastos, frequentes e excessivos, interferem de modo importante na vida financeira, profissional e pessoal.
O transtorno do comprar compulsivo (TCC) foi descrito pela primeira vez como uma síndrome psiquiátrica no começo século XX. Apesar de sua classificação permanecer incerta nas classificações patológicas (CID- Classificação Internacional de doenças e DSM- Dicionário de Saúde Mental), se sugere uma correlação potencial do TCC com transtornos do humor, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos do impulso. Já, outros estudiosos também enquadram est

e transtorno como um ‘transtorno de dependência’ ao lado do uso de drogas e álcool.  Do que não se tem duvidas é de que por trás deste sintoma há um grande sofrimento psíquico que dispara essa ação, por isso o transtorno de impulso é quase sempre comórbido com: depressão, ansiedade, transtorno bipolar e outros.
Não se pode deixar de levar em consideração que viver em uma sociedade essencialmente consumista só vem a incentivar e potenciar o sintoma de quem já o tem.  A cultura do status, do TER e do APARECER pode auxiliar ainda mais na manifestação e manutenção desta patologia, ou seja, de não conseguir resistir à tentação de comprar.


O sofrimento psíquico é a causa e a consequência deste transtorno, pois é o mecanismo motivador para que um ciclo vicioso se suceda. O ciclo é o seguinte:

SOFRIMENTO---COMPRAS--- BUSCA PELO ALÍVIO MOMENTANEO---CULPA /VERGONHA/ REMORÇO---- SOFRIMENTO (volta ao inicio do ciclo)

Por isso, se a causa-raiz não for trabalhada em terapia o sintoma pode reincidir ou migrar se utilizando de outro objeto (comida, jogos, bebida, sexo, drogas...)
Qual é o sofrimento que tento minimizar com o prazer que as compras me proporcional? Identificar a resposta para essa questão é crucial para o sucesso do tratamento. O tratamento eficaz, segundo a literatura cientifica, está baseado na união de psicoterapia e psiquiatria, onde a primeira tratará as raízes da doença que leva ao sintoma e a segunda administrará os medicamentos necessários para auxiliar no controle do comportamento impulsivo.
Mas, para que todo tratamento tenha sucesso é de suma importância que o sujeito considere que está doente e está sofrendo. O que é muito difícil no caso deste transtorno, muitas vezes por que o doente considera suas compras ‘normais’ ou por ter vergonha de admitir sua falta de controle ou sua problemática vida financeira.


Para maiores informações visite o site do AMITI- Ambulatório Integrado dos Transtornos de Impulso

domingo, 1 de dezembro de 2013

DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA OU "ABORRECÊNCIA"?



Muito se fala que o adolescente é “aborrecente”,  pois se aborrece com facilidade, é irritadiço, demonstra inconformidade com as leis estabelecidas dentro e fora de casa, não tem muito interesse em estudar, passa horas dormindo, troca o dia pela noite, não fica muito tempo em família... Mas é importante percebemos que a linha que separa a normalidade da patologia é muito tênue, ou seja, estes mesmo sintomas citados acima podem fazer referência a um quadro de depressão na adolescência. Por isso, o que você interpreta como ‘firula’ pode estar falando de um sofrimento significativo.
Na década de 70 nem se cogitava o fato de crianças e adolescentes poderem apresentar sintomas que levassem ao diagnóstico de depressão. Foi só a partir de 1975 (digo, recentemente) que a existência da depressão nessa faixa etária foi reconhecida, abrindo as portas para pesquisas e estudos nessa área.  A principio, os critérios diagnósticos para depressão nas três faixas etárias eram os mesmo, mas estudos mais profundos e específicos mostraram que há alguns sintomas típicos a cada fase , pois eles variam com a idade e sua fases de desenvolvimento e maturação. A titulo de curiosidade, apresento os sintomas da depressão segundo o Manual Diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV) comparados com sintomas diferenciais da depressão na adolescência citados em artigos científicos sobre o tema:
SINTOMAS DE DEPRESSÃO SEGUNDO DSM IV
SINTOMAS TÍPICOS DE DEPRESSÃO NA ADOLECENCIA
Humor depressivo ou irritável
 Irritabilidade e instabilidade
Humor deprimido
Fadiga ou perda da energia
Perda de energia
Interesse ou prazer acentuadamente diminuído
Desmotivação e desinteresse importante
Agitação ou retardo psicomotor
Retardo psicomotor
Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada
Sentimentos de desesperança e/ou culpa
Insônia ou hipersonia
Alterações do sono

Isolamento
Capacidade diminuída de pensar ou se concentrar ou indecisão

Dificuldades de concentração

Prejuízo no desempenho escolar

Baixa autoestima
Pensamentos de morte recorrentes, ideação suicida, tentativa ou plano suicida.
Ideias e tentativas de suicídio

Problemas graves de comportamento
Diminuição ou aumento do apetite e também do peso


A irritação (explosões de raiva), o humor instável, apatia, hipersonia, isolamento,  aparecem como sintomas típicos da depressão na adolescência  , sendo que o baixo desempenho escolar pode ser um marcador importante.  Alguns sintomas também se diferenciam com relação ao gênero. A baixa autoestima  relacionada a aparência e a popularidade é mais evidente nas meninas, assim como sintomas subjetivos como melancolia, vazio, tristeza e raiva. A problematização da autoestima pode levar as meninas desenvolverem transtornos alimentares  como bulimia, anorexia e obesidade. Já  meninos apresentam seus sintomas no “acting out” (passagem ao ato), ou seja, ficam evidentes nas ações impulsivas e inconsequentes, os famosos ditos ‘problemas de conduta’, sendo que o abuso de álcool na adolescência é um indicador de depressão na adolescência. Importante salientar que ‘sair pra balada’ muitas vezes é interpretado pelos pais como se o filho estivesse bem (está até saindo), mas a festa em alguns casos é a válvula de escape e o álcool algo que amenize a dor ou que faça esquecê-la. A automutilação também é um sintoma que se faz presente na depressão nesta faixa etária. Se  machucar, se cortar pode ter uma característica de autopunição e de comportamento de risco que pode culminar em tentativas de suicídio.
Por se tratar de uma fase de transição entre a infância e a vida adulta , é na adolescência que definimos questões importantes de nossa vida e personalidade. É uma fase de descobertas, repleta de ‘primeiras vezes’, o desconhecido assusta e a insegurança vem. Fase dos amores platônicos, das descobertas sexuais, dos vestibulares, das escolhas diferentes das dos pais, das mudanças no corpo e de escolher “quem eu vou ser na vida” sempre muito pressionado pelo social. Dentro deste cenário, a causa da depressão nesta fase de vida não é clara e acredito que nem possa ser, pois cada ser humano é UM, UNO! Mas existem evidencias científicas que comprovam o peso da hereditariedade, ou seja,  a presença de depressão em um dos pais aumenta três vezes o risco do adolescente também ter a doença.  Eventos estressores (perdas, abusos, traumas) e ambiente familiar também são elencados como fatores de risco para a depressão nessa faixa etária. Família não perceptiva, apoiadora e compreensiva está diretamente relacionada com sintomas depressivos nos adolescentes.

O que torna o diagnostico de depressão na adolescência mais concreto é a perseverança dos sintomas, ou seja, períodos prolongados e duradouros de irritabilidade, isolamento, baixa repentina do rendimento escolar. Os amigos próximos são os que percebem melhor as mudanças de comportamento, inclusive, melhor que os pais. Em minha visão clinica,  acredito que se o adolescente apresenta estes sintomas por três meses ou mais já é hora de criar uma estratégia de tratamento. O tratamento se baseia em psicoterapia e, dependendo do grau, se necessita a atuação do psiquiatra. O adolescente necessita muito de um espaço de fala, pois esta é a fase onde as questões emocionais em ebulição estão melhor identificadas através do subjetivo. Por isso, este  é um alerta aos pais que podem minimizar os sintomas apresentados por seus filhos colocando um rótulo de ABORRECENTE. Esteja atento a ele, converse, esclareça, questione, ouça e compreenda.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

PARADA para PENSAR sobre SI

Você já PAROU PARA PENSAR que são nos momentos de espera que ou observamos e refletimos sobre a vida alheia (julgamos também) ou adentramos nosso mundo interior?
Convido você a sentar num banco de rodoviária ou da praça, parar no semáforo, ficar numa fila de banco... PARADAS obrigatórias (somos obrigados a parar) para nos colocar no lugar do outro ou julgá-lo. Até então, olhamos para fora, tarefa menos árdua do que olhar pra dentro. 
Jung (psiquiatra e psicoterapeuta suíço fundador da psicologia analítica ou junguiana) já dizia ‘quem olha pra fora sonha, quem olha pra dentro ACORDA!’ Ouvindo meus pacientes e vivenciando o meu próprio processo, acredito que uma das paradas que causa mais ‘turbilhão interior’ é na sala de espera da terapia.  Já ouvi muitas vezes: “estava ali na sala de espera e fiquei pensando...”
São naqueles minutinhos (às vezes, segundos) que antecedem a sessão que vários questionamentos povoam nossa mente: O que eu vou falar sobre mim? Como estou? Como gostaria de estar? Estou agindo certo? Vou falar de novo a mesma coisa, não saí do lugar? Ainda não conseguir resolver isso ou aquilo? Por que sou assim? De repente: a (o) terapeuta chama seu nome e o que você vai falar na sessão nem sempre tem relação com toda aquela tempestade mental, mas você RECOBROU A CONSCIÊNCIA sobre si mesmo. E é na sessão de terapia que o caos se torna cheio de significado. Como dizia Marrion Woodman (analista junguiana canadense): “a consciência nem sempre resolve o problema, mas torna o sofrimento significativo”.
Você percebe como a correria do dia a dia nos impede de pensar em nós? Ela é uma grande aliada para nosso raso autoconhecimento, ou seja, CONSCIÊNCIA sobre nós, nossos comportamentos, sentimentos e pensamentos. Aliás, ela está sempre no primeiro lugar do hanking de ‘motivos (ou desculpas) para não fazer terapia’: falta de tempo.  Sabemos, na verdade, que a falta de tempo mascara uma grande resistência que a grande maioria das pessoas tem de mergulhar nesse mar profundo feito de si mesmo, ora obscuro e sombrio, ora límpido.
Eis a grande questão: É necessário OBRIGAÇÃO para parar e pensar em si? Enquanto elas forem externas (esperas na rodoviária, praça, semáforo, terapeuta, etc) está tudo bem. E quando forem paradas causadas pelo corpo devido ao stress, doenças psicossomáticas, depressão, estafa, colapso? Mais cedo ou mais tarde você será ‘obrigado’ a parar e rever sua atuação na vida. Então, que não precisemos de um grande alerta para ouvirmos a nós mesmo.

Não seja obrigado, faça escolhas! Reserve um tempo para si. A psicoterapia é um lugar de escuta, onde você ESCOLHE parar para analisar como está conduzindo sua vida. Podemos nos ouvir também em uma atividade física feita com consciência, meditação e em momentos de silencio interior.  A dica é: independente de fazer ou não terapia, se coloque na sua agenda!

terça-feira, 18 de junho de 2013

AUTISMO: Você sabe o que é?

Foi Léo Kanner (psiquiatra austríaco) quem descreveu pela primeira vez (em 1943) em sua obra intitulada “Autismo: Distúrbio do Contato Afetivo” casos de onze crianças que tinham como sintomas comuns o extremo isolamento social e a grande repulsa por mudanças na rotina (necessidade obsessiva da mesmice).
O autismo é um transtorno global de desenvolvimento mais comum no sexo masculino. Tem causas multifatoriais com intensidade dos sintomas variável, dependendo da associação com outras síndromes ou patologias.

DIAGNÓSTICO:
Apesar dos sintomas já se manifestarem nos primeiros meses de vida, dificilmente são diagnosticados precocemente. Eles ficam mais claros antes de completar o terceiro ano. O diagnóstico é feito a partir da observação de comportamentos e de entrevista com pais ou responsáveis.
 São alguns sintomas observáveis nos primeiros meses de vida:
_ Pobreza ou ausência do reflexo de aproximação oral ao peito materno ou repulsa em contato ao peito.
_  Pobreza ou ausência do reflexo de busca.
_ Pobreza ou ausência do reflexo de sucção (peito, mamadeira, bico, dedo, etc)
_ Pobreza ou ausência do reflexo de seguimento ocular (olhar parado).
_ Distonias musculares (Hipotonia- corpo do bebê molinho e ou hipertonia- tenso ou rígido)
_ Transtornos de alimentação devido ao reflexo oral diminuído e a dificuldade de aceitação de alimentos sólidos (que tenha que mastigar). Por outro lado, com freqüência levam a boca objetos não alimentícios.
_ Distúrbios nos ritmos circadianos (sono, fome e evacuação).


Outros sintomas observáveis com mais clareza nos primeiros anos:
_ Condutas evitativas de comunicação com o outro.
_ Não olhar nos olhos (afasta o olhar, olha através de ou olha de lado).
_ Não abre as mãos ( as mantém fechadas junto ao corpo).
_ Não atende quando é chamado e não reage a ruídos (sem reflexo palpebral).
_Negação de carinho e afeto.
_ Insensibilidade a temperaturas extremas e a dor (propensão a automutilação).
_ Movimentos constantes. Balanceio, condutas masturbatórias, agitar os braços, girar, etc.
_ Brinca/olha mãos e pés.
_ Olha pra luz, aprecia jogos de luz e sombra e aperta os olhos.
_ Faz barulho, bate ritmicamente, ouve musica por horas e aperta os ouvidos.
_ Ausência do sorriso social X riso inapropriado.
_ Ecolalia( repetição de sons) ou coprolalia (tendência involuntária de proferir palavras obscenas ou fazer comentários geralmente considerados socialmente inadequados).
Importante salientar que os sintomas, num geral, variam de caso para caso nos quesitos presença/ausência e intensidade. O Autismo se manifesta da forma única para cada pessoa. Por exemplo: existem crianças autistas com a fala intacta ou com uma inteligência acima da média, assim como, aqueles extremamente isolados do social. Estas condutas autistas podem também estar presentes em outras enfermidades genéticas.

TRATAMENTO

Até o recente momento, nenhum estudo científico fala da ‘cura’ do Autismo, mas de tratamentos eficazes para atenuar os sintomas.  Esses tratamentos estão focados em intervenções psicoeducativas, inserção ao social, desenvolvimento da linguagem e orientação familiar. É necessário que o programa de tratamento seja elaborado a partir das necessidades específicas de cada criança. Existem programas de tratamentos (americanos) já formatados que se fundamentam principalmente em estímulos visuais objetivando o aprendizado, independência e comunicação.
 Para isso, o tratamento do Autismo envolve uma equipe interdisciplinar: neurologista, psicólogo, psicopedagogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, educador físico, etc. Importante salientar também que quanto mais cedo diagnosticado, maior a chance de um tratamento completo iniciado pela estimulação precoce ainda nos primeiros anos de vida.
Tratamentos específicos a parte, é necessário que se entenda que a criança autista precisa de muito amor e compreensão.



sexta-feira, 31 de maio de 2013

Informação não basta, é preciso EDUCAR! Pela inclusão de uma nova disciplina no currículo de ensino médio: Mercado de Trabalho



Informação não basta, é preciso EDUCAR!
Pela inclusão de uma nova disciplina no currículo de ensino médio: Mercado de Trabalho

Atualmente, parece muito fácil encontrar informações sobre: ‘Como se portar numa entrevista de seleção’ ou ‘ Como não errar na hora da entrevista, mas o que impede  muitos candidatos  alcançarem o sucesso neste quesito?

A apresentação pessoal é um aspecto observado pelo selecionador deste o envio do currículo. Sim, seu currículo é seu cartão de visitas. Por isso, é de suma importância que esteja impecável. Um currículo mal feito ou mal apresentado pode excluir o candidato do processo seletivo. Se você passou pela primeira etapa (análise do currículo), irá para a segunda: a entrevista.

A entrevista pode ser formal ou informal, mas, independente disso, você deve manter uma postura respeitosa, sabendo reconhecer o limite de sua fala. Responder o que lhe é perguntado não é sinônimo de contar histórias sobre sua vida pessoal. Também fique atento aos erros de português, vícios de linguagem e gírias. Além de checar as informações do currículo (competências técnicas), a entrevista tem o papel de identificar competências comportamentais do entrevistado como: comunicação, desenvoltura, confiança, segurança, sinceridade, motivação, liderança, relacionamento interpessoal, entre outras.

Apesar de informações e dicas  estarem  disponíveis em jornais, revistas, internet e em todos meios de comunicação,  bocejar, mascar chiclete, atender celular, postura de desanimo e de descaso ainda continua sendo uma realidade nas entrevistas.  
Esses fatos me fazem crer que  a informação não basta! O que realmente iria solucionar este cenário e a EDUCAÇÃO. A etiqueta (pequena ética) se não foi aprendida em casa poderia ser ensinada (a aprendizagem dependerá de cada um) na escola.  Acredito que o contexto estaria diferente se existisse uma disciplina voltada ao mercado de trabalho na escola, onde se ensinasse a elaboração do currículo, linguagem corporativa, etiqueta, postura profissional, ética no trabalho e promovesse autoconhecimento (conhecimento das competências comportamentais e técnicas).  

Mas como esta idéia ainda está em processo de germinação nas escolas, aí vão algumas dicas importantes (além da básicas do celular, chiclete, bocejo...):

o        Cuidado com sua postura corporal.
o        Olhos nos olhos.
o        Mantenha o foco na fala.
o        Não fique mexendo em objetos como caneta, celular, colares ou olhando as unhas.
o        Preste atenção no nome do entrevistador e, quando necessário, o chame pelo nome- isso gera empatia.
o        Se a entrevista for via Skype (muito utilizada atualmente) se vista formalmente, seja pontual  e certifique que o lugar onde fará a web-entrevista esteja organizado e apresentável.
o        Crie rapport (palavra francesa que significa relação, é um fundamento da programação neurolinguistica para criar receptividade  na comunicação) com o entrevistador : espelhe-se! Saiba mais em http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/entenda-o-que-e-rapport/24502/

o        Busque sempre mais conhecimento: sobre você, sobre o mercado de trabalho, vagas, empresas, afinal estamos na ERA DA INFORMAÇÃO!